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Dia 29 de setembro, o presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro prestou depoimento como testemunha na CPI do Futebol no Senado Federal. Os senadores, comandados pelo Senador Romário, estão procurando entender com maior profundidade como funcionam as federações e a CBF. O interesse é moralizar o futebol brasileiro (segundo eles).

Durante seu depoimento, respondendo aos questionamentos feitos pelos Senadores, o presidente Rubens Lopes afirmou que é legalista e concorda com a assunção do presidente da Federação de Santa Catarina no lugar do atual presidente da CBF, por ser o presidente mais idoso (como prevê o Estatuto da CBF). Lógico, isso se o atual presidente da CBF (Marco Polo Del Nero) se afastar.

O presidente da Federação do Rio deu a entender que, mesmo que não se alinhasse à corrente do colega Catarinense, seguiria a linha legalista e apoiaria o colega do Sul, em caso de vacância na presidência da CBF. Isso agradou um Senador de Santa Catarina, presente à audiência pública. Inclusive arrancou risos dos presentes quando o Senador Romário pediu que o referido Senador tomasse cuidado com as ações da diretoria atual da CBF quanto a possíveis retaliações efetuadas contra os clubes de Santa Catarina, que somam quatro na série “A” do campeonato brasileiro e que estão na parte de baixo da tabela. Deu a entender que o fato do presidente catarinense não estar do lado de Del Nero deve ser preocupante (cada um que tire suas conclusões).

Engraçado, hoje, dia 15 de outubro, após o jogo do Vasco contra a Chapecoense (onde fomos prejudicados pela arbitragem), o discurso do presidente Eurico Miranda (na sala de entrevistas) não se alinhou aos comentários do presidente da Federação do Rio, nem com a opinião do Senador Romário. Eurico foi claro e enfático ao relatar que o presidente da Federação de Santa Catarina vem agindo como se já tivesse tomado posse da cadeira de presidente da CBF. Inclusive acusou o pretenso sucessor de frequentar vestiários de arbitragem durante os jogos (acho que no caso das partidas em que atuam clubes do seu Estado), o que o presidente do Vasco acha irregular (ou ilegal, antiético, etc.)

Ou eu estou ficando louco (e aí peço desculpas) ou ainda guardo alguma lucidez, pois imaginava que o presidente da Federação do Rio era da corrente do presidente Eurico, que por sua vez tem alguma (ou muita) simpatia pelo Senador Romário.

Porém, neste caso específico, após terem “operado” o Vasco hoje, o presidente Eurico não teria concordado nem um pouco com os comentários proferidos na dita audiência da CPI do Futebol.

Mundo louco, esse do futebol!!!

Precisei publicar este artigo após o jogo do Vasco contra a Chapecoense, por razões óbvias. Volto a falar sobre a necessidade de mudar as regras internas do Vasco, sob pena de perder mais sócios, no próximo artigo.

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