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São Januário São Januário
Foto: Reprodução da internet

Torcida, jogadores, comissão, e o estádio vibrando. A mística de São Januário trás uma das poucas emoções ainda do futebol brasileiro, a paixão do torcedor vascaíno, posta em prova mais uma vez na noite deste domingo.

O Vasco enfrentou o São Paulo de Daniel Alves e Juanfran, duas estrelas internacionais da Europa que ganharam tudo o que disputaram (ou quase, no caso do espanhol). Mas não se intimidou, pelo contrário, São Januário foi quem os intimidou.

Desde o início do jogo pressionando a equipe paulista, o estádio palpitava com o canto do torcedor, à cada vaia para Anderson Martins, ex-jogador do clube, a cada vibração por um carrinho, disputa de bola, ou demostração de raça. O Vasco foi Vasco em São Januário, e aqui dentro meu amigo, você pode vencer, mas vai sofrer.

A partida deste domingo provou mais uma vez a força que temos em jogar em casa, São Januário é nosso maior aliado, e com a torcida lotando os mais de 20 mil lugares, temos 12 jogadores em campo. E o São Paulo provou disso na pele, é certo que foram alguns sustos, afinal a equipe paulista é extremamente qualificada, mas as chances reais falam por si só: 5 a 1.

É certo também que a expulsão de Raniel, atacante do tricolor paulista facilitou as coisas, porém o Vasco prosseguiu o mesmo durante o jogo, e ainda contou com o brilho de mais uma jovem promessa: Talles Mago. A jovem promessa não tomou conhecimento do experiente Juanfran, e 'deitou e rolou', praticamente o jogo inteiro, porém, em especial no segundo tempo, onde inclusive marcou seu gol após a bola sobrar em seus pés numa cobrança de escanteio, e em seguida, começar a jogada do gol de Fellipe Bastos, após arrancada de chute de longe, onde Volpi deu rebote.

O São Paulo pouco ameaçou definitivamente, teve mais chances claras no primeiro tempo, por incrível que pareça, quando estava com um a menos em campo, e assustou o torcedor vascaíno. Mas foi praticamente só, o restante do jogo se viu muito um São Paulo tocando bola sem muita objetividade e pouco ameaçador, o Vasco idem, porém apostando na velocidade dos contra-ataques. E após abrir o placar, administrando o resultado, até conseguir aumentar a diferença.

Acordamos mais uma vez o gigante, São Januário é a fonte da força de todo vascaíno e de todo jogador, desde os que se alojam nas dependências do estádio, como das estrelas contratadas a grandes preços. E temos que usar e aproveitar disso. Em casa somos mais do que 11 em campo, somos mais do que 20 milhões no estádio e na TV, somos Vasco da Gama. Somos São Januário.

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