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Retorno de antigo dirigente, bravatas, empáfias, planejamento equivocado, descontrole emocional, contratações irrefletidas, brigas no elenco, empresários irascíveis, falta de respeito com o torcedor. Tudo isso pode resumir o Vasco de 2015, mas a pergunta que se encerra aqui é: Como conseguimos chegar a esse ponto? A resposta talvez esteja na eleição do ano passado em que Eurico Miranda (candidato) se tornara presidente do clube, visto que não havia um nome forte para fazê-lo frente. O retorno do mandatário pode ser creditado a três fatores: Sentimento de pequenez causado pela ausência de um título carioca que não vinha desde 2003, o achincalhe dos demais clubes ante a este fato e a péssima administração de Roberto Dinamite, o qual fez um segundo e horroroso mandato, isolando-se de todos aqueles que o apoiaram. É bem verdade que o primeiro rebaixamento em 2008 pode até não ter sido culpa deste, mas o segundo, em 2013, foi.
Em meus vinte e sete anos, eu vi o Vasco ser campeão de tudo, ou melhor, quase tudo (Exceção do Mundial de Clubes). Cresci vendo Juninho Pernambucano jogar, Romário, Evair, Donizete, Mauro Galvão, me habituei a ter alegrias em ver meu time campeão, mas passados quinze anos da conquista do último Brasileirão, vejo que o Vasco nunca mais conseguiu ter um plantel forte como aquele citado. Posso até relembrar aquele time de 2011 com Fagner, Diego Souza e companhia, mas eu lembro que naquele mesmo ano o Vasco fora “garfado” isso é fato, o senhor Péricles Bassols ajudou a “causa” Corinthiana e muito, aliás, estranhamente o Corinthians fora campeão daquele Brasileiro e da Libertadores com um presidente sempre arrolado a situações “estranhas” anunciadas na televisão, mas deixemos isso pra lá.
O fato é que em 2015, os torcedores assistem ao Vasco perder, perder e perder sem esboçar nenhuma reação. Outra pergunta que fica é: Haverá um terceiro rebaixamento ou um viradão de mesa? Em todos esses anos nunca vi um time ser rebaixado com tamanha folga em antecipação, isso pode acontecer com o Vasco este ano! Os mais céticos dizem – Se houver viradão de mesa e o Vasco for campeão da Copa do Brasil, ok. No entanto, eu acho isso ridículo, depender de manobras. Mas, lembremo-nos do que ocorreu com o Palmeiras em 2012, quando fora campeão com o técnico Felipão na CB e rebaixado no Brasileirão, assusta só de pensar o Vasco repetir tal feito. Assisti a todos os jogos do Vasco desde o início do Campeonato Carioca, alguns jogadores foram muito bem, mas alguns destes no Brasileirão caíram muito de produção, além de outros que foram contratados depois, aliás, estes nem poderiam estar no banco de reservas, são eles: Júlio dos Santos, Cristiano, Serginho, Riascos, Dagoberto, Thales e o fanfarrão do Rodrigo. Todos esses jogadores são lentos, fracos tecnicamente, descontrolados e insolentes. Agora, fica mais outra pergunta: Por que a diretoria e todos os técnicos, que estiveram no Vasco até agora não os tiraram do plantel? Uma criança ou mesmo uma dona de casa, se vir o Júlio dos Santos jogar verá que o mesmo é lento e sem visão de jogo. A resposta, meus caros, fica cada vez mais distante, sinto que ficarei devendo-lhes essa, mas uma coisa é certa: O Vasco está do jeito que está por uma equação, uma soma de valores: Diretoria desastrosa, presidente inepto, contratações irrefletidas, jogadores descomprometidos e/ou sem autocontrole e falta de crédito na praça. Há solução para isso? Não sei, mas julgo que talvez tenha: As eleições de 2017, e vos lembro de que em 2018 o clube celebrará 120 anos, espero sinceramente que em meu trigésimo aniversário o clube esteja com um dirigente moderno, com uma mentalidade moderna, fazendo que o mesmo tenha, por exemplo, um programa sócio-torcedor gigante e popular como o do Corinthians, que agora faz carteirinhas a oito reais para obter uma adesão máxima.

É o que eu espero.

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