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Eduardo  Amaral Eduardo Amaral

O NOVO VELHO VASCO.

21 de Janeiro de 2017

Começo este texto afirmando que sou uma pessoa otimista por natureza.Sendo assim, acredito que as coisas sempre irão melhorar. Contudo, ao assistir as duas apresentações do Vasco em 2017 confesso que fiquei um tanto preocupado.

Tenho plena consciência de que o trabalho do técnico Cristovão está apenas no começo, que peças irão chegar, que os contratados ainda irão entrar em forma e que a filosofia de trabalho levará tempo para talvez vermos um Vasco diferente. Mas, assistindo ao Vasco versão 2017 não pude deixar de recordar o passado. O novo Vasco ainda é o velho Vasco do fim de 2016.

O time não superou o problema de ineficácia do meio de campo e continua fazendo ligação direta da defesa ao ataque. O meio campo toca a bola sem produtividade, mantendo a falsa idéia de domínio da partida, porém um domínio totalmente estéril. O atacante Thalles, de pouca movimentação, diga-se de passagem, continua isolado no ataque. Os laterais pouco vão ao fundo e quando vão deixam um corredor enorme para o contra-ataque do adversário. O time não tenta nada no um contra um e não chuta de fora da área com frequência. Quarta quando chutou fez o gol. Agrava-se a isto um enorme problema criado com a escalação sem um marcador na frente da defesa. A formação deixou a defesa ainda mais desprotegida e os dois gols do Corinthinhas na quarta pareciam advindos daquelas peladas de fim de ano de tamanha a facilidade com que os joagadores adversários entraram tabelando à frente da defesa vascaína.

Entretanto, para não falar que só vi defeitos, fica o alento de ver o Nenê em forma e querendo muito jogar futebol e o garoto Evander que, talvez em uma posição mais avançada e não como primeiro volante, possa render bem, pois mostrou futebol para isto. No mais o que vi até agora foi um replay do velho vasco do fim de 2016.

Oxalá que as coisas melhorem para termos um ano feliz.

Saudações vascaínas.

 

 

 

 

 


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