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François Martins François Martins

O VASCO DE ABEL

17 de Dezembro de 2019

Enfim, temos um técnico. E enfim, podemos planejar 2020. Que por sinal, já estamos atrasados. Deveríamos ter saído às compras. Mas, como não tínhamos técnico, graças à morosidade de Campello, que além de Presidente Administrativo, também é VP de Futebol, e ainda não tinha percebido que Luxemburgo não permaneceria para o ano seguinte.

Agora, com a definição de Abel no comando pra 2020, podemos traçar uma filosofia de jogo e sair em busca de jogadores que possam agregar a ela. Sinceramente, não queria Abel Braga. Seus últimos trabalhos não foram bons – como todos nós sabemos. Mas, pra me conformar com sua escolha, prefiro pensar que poderia ser PIOR. Sim, poderia ser BEM PIOR. Poderíamos hoje estar reclamando da escolha de Celso Roth, Lisca doido, Milton Mendes ou Cristóvão Borges. Enfim, serve-me de consolo.

E então, agora, o que esperar de Abel? E o que esperar do Vasco? Tudo isso ainda é uma incógnita. Mas, precisamos salientar algumas coisas. A primeira delas é que: sim, o elenco será “renovado”. Já disse aqui que mais de 15 jogadores não permanecerão. E outros tantos voltarão de empréstimo. Só isso já nos ajuda muito a aliviar a folha salarial e a buscar algum reforço que exija um pouco mais dela. Na base, temos bons jogadores, diga-se de passagem: Miranda, Laranjeira, Juninho, Vinicius e JP. E que nas mãos de Abel Braga, PODERÃO CRESCER DE PRODUÇÃO. Sim! Abel sabe trabalhar com jovens jogadores. Me recordo do Flu/2017, que jogou um bom futebol com a molecada da base em campo. ISTO É O QUE EU ESPERO DO TRABALHO DO ABEL. Que ele consiga FAZER OS BONS JOGADORES DA BASE, SEREM EXCELENTES E ACRESCENTEM AO TIME TITULAR.

Tática e tecnicamente, não se pode esperar muito além do que os times de Abel vêm demonstrando nos últimos anos. E só pra recordar: são times que têm bastante vocação ofensiva, conseguem marcar muitos gols – quase sempre atuando no 4-3-3; sofrem também, mas, acabam com um SG superior. O grande problema é a inconstância dos resultados – óbvio. É torcer para que essa “sina” caia por terra no Vasco, e mantenhamos uma constante de vitórias e boas atuações.

E o Vasco? Bem, nosso Club está prestes a passar, novamente, pelo CONTURBADO processo político – que não acaba nunca. Campelo, muito provavelmente, não vencerá. Tendo como substituto, Júlio Brant – vencedor da última eleição na urna, perdedor no Conselho. Mas, o Vasco de Campelo, NÃO PODE ABRIR MÃO DA POLÍTICA DE AUSTERIDADE. Um dos motivos para a não permanência de VL foi este. Queria gastar mais do que tínhamos e poderíamos. Mazzuco precisará de CRIATIVIDADE para contratar. E criatividade, não é pegar jogadores renegados nos outros clubes e trazê-los para o Vasco. E sim, saber negociar com bons atletas.

Dos que vêm sendo especulados até agora: Matheuszinho, do América MG, seria um EXCELENTE reforço. Acompanhei alguns jogos do América, e digo que nos seria muito útil. Aliás, já não é de hoje que falo que poderíamos sim, trazê-lo. Há também um atacante MUITO BOM, da base do América MG, PEDRO. Excelente fazedor de gols. Deve estar no time da Copinha, assistam-no.

Temos também a volta do Lucas Santos, que se jogar na posição de origem, nos ajudará muito. Jordi, poderá ter finalmente sua chance, visto o que fez no CSA.

Fiz uma lista com possíveis reforços para o Vasco, sem gastar muito e que poderia até nos gerar alguma receita futura. São eles:

Goleiro: João Ricardo ou Elias, Chape.

LD: Daria oportunidade ao Claudio Winck, que é muito bom jogador. E tentaria buscar Apodia, CSA.

LE: Moisés, Corinthians/Bahia ou Bruno Pacheco, Chape.

MC: João Paulo e Pedro Castro, Avaí; Régis, Bahia/Corinthinas; Juninho, Fortaleza; Serginho, ex-América MG e Santos, que atualmente está no Japão; Matheuszinho, América MG.

Ataque: Pedro Raul, Atlético GO; Everaldo, ex-Chape; Leandro Carvalho – Ceará.

Veja que são APOSTAS que, durante o ano fizeram excelentes partidas, e que nos ajudariam, principalmente, SERGINHO, RÉGIS e JUINHO.

Pra CONCLUIR, NÃO PODEMOS ERRAR NAS CONTRATAÇÕES. O Carioca servirá de laboratório, como sempre. Mas o Brasileiro deve ser encarado por nós, novamente, COMO UMA COMPETIÇÃO EM QUE NÃO PODEMOS CAIR.

E na Sul-americana, entrar para conquista-la, pois é possível.

Então, boa sorte pra nós.

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