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É muito claro que a briga política interna no Vasco só favorece aos cartolas que, egoisticamente só pensam nos seus umbigos. Ajudar o Vasco a voltar a trilhar o caminho do crescimento não faz parte do objetivo mesquinho desses aproveitadores.

É só ver o que acontece nas reuniões do Conselho Deliberativo, por exemplo quando as contas de 2018 foram reprovadas, quando mais uma tentativa de afastar o Presidente foi arquitetada e quando se ensaiou aprovar mudanças canhestras no ultrapassado estatuto do Vasco. Não defendo o presidente Alexandre Campello mas não entendo como o mesmo Conselho aprovou contas da época do Eurico, sem explicação de valores e auditadas por empresa suspeita e agora se recusa, com exceções é claro, a aprovar contas auditadas por uma das maiores empresa do ramo.

Entendo que cada cabeça cada sentença e que cada componente do órgão tem direito de votar como quiser. Mas que é estranho, é. Principalmente se levarmos em consideração que algumas ressalvas levantadas ainda se referem a dúvidas e ausências de comprovação de atos cometidos há mais de vinte anos. São dívidas e compromissos efetuados por outras diretorias que, independentemente da decisão do conselho, têm que permanecer nos balanços porque, na pior das hipóteses, não podem desaparecer do nada. 

A permanência de tais inconformidades são uma realidade que deve permanecer nos documentos contábeis até que os valores lançados sejam quitados ou os documentos comprobatórios apareçam ou uma justificativa legal de sua inexistência seja mostrada (com a respectiva penalização dos culpados).

Enquanto isso não ocorre, um balanço não pode varrer as coisas para debaixo do tapete. Sei que pairam muitas dúvidas sobre os atos da atual gestão, capitaneada pelo seu representante maior, seu presidente. Mas não acho justo que se coloque, unicamente na conta do atual administrador a culpa de tudo.

Não concordo com a mania de perdoar condutas duvidosas adotadas no passado só porque o responsável já morreu. Essa coisa de achar que os erros cometidos no passado devem ser perdoados e esquecidos não é nada mais do que uma desculpa para atrair para o “de cujus” um sentimento de coitadinho e esconder nossa covardia de tomar uma decisão correta que prejudique o grupo ao qual pertencia o “pobrezinho”. 

Tenho comentado sempre sobre os movimentos político-partidários dentro do Vasco. Não vou repetir mas acho que nosso torcedor é inteligente o suficiente para perceber que num clube de massa como o nosso, essa mobilização é quase que inevitável. É quase como na política nacional.

No Vasco muitos usam o clube como os políticos usam as câmaras legislativas, não para honrar os votos obtidos mas para atingir objetivos inconfessáveis. Isso com a diferença que um conselheiro, inclusive um presidente de um conselho, não é escolhido pelo voto dos sócios e quase sempre é um desconhecido em uma chapa que contém inúmeros nomes (afinal são escolhidos 150 em cada eleição, além dos 150 natos – e quase sempre desconhecidos do grande público - do Conselho de Beneméritos). Assim, com o poder que usurpam, proeminentes conselheiros se acercam de amigos que, mesmo não tendo muita influência, vão se ajudar a conseguir as coisas que interessam a seu grupo.

Como na última eleição o vencedor não levou a vitória e a turma do conselho que poderia ajudá-lo a governar, facilitando a aprovação de suas propostas, se dividiu em outras parcerias, o presidente atual ficou fraco e como ainda se desentendeu com o astuto presidente do Conselho Deliberativo, sua administração se tornou catastrófica e vivemos quase um parlamentarismo. O presidente da diretoria administra o clube mas o presidente do Conselho Deliberativo, quase que como um primeiro ministro, ganha enorme poder.

Como o presidente Campello só tem o poder administrativo e manda apenas na sua heterogênea equipe administrativa (cada vez menor, após as últimas saídas), o presidente do Conselho Deliberativo, ao contrário, tem 150 conselheiros eleitos e 150 conselheiros natos para tentar manipulá-los na direção de seus interesses. Claro que nem todos se dobram a seus desejos (e outros tantos se mantém fiéis ao presidente administrativo) mas conseguir 151 votos a seu favor (metade e mais 1 dos conselheiros)  fica mais fácil, num universo de interesseiros e egoístas que ocupam essa antiga e tradicional panelinha.

Mas para os politiqueiros não interessa os sonhos do torcedor mas sim seus interesses pessoais e a perpetuação no poder. Por isso, cabe aos sócios estatutários, apoiados pela imensa e fiel massa de sócios torcedores, evitar que as suspeitas mudanças no estatuto, a grande maioria nefastas e prejudiciais ao clube e aos torcedores, sejam aprovadas. Por isso, você, sócio estatutário ou sócio torcedor, não desista do seu título e evite que o Vasco vá para um buraco maior. 

Não podemos cair na pegadinha do grupo do Conselho Deliberativo, capitaneado pelo seu presidente, que tenta se perpetuar no poder inserindo em todos os poderes do clube seus camaradas. Ele sabe que jamais conseguirá ganhar uma eleição para dirigir o Vasco pela grande antipatia que angariou durante o tempo que por aqui está, mas se especializou em manipular as coisas por trás dos panos.

Cuidado, vascaíno! Você, sócio, tem o poder de evitar que nossa história seja jogada no lixo. Se os bons vascaínos do conselho não aprovarem, unicamente, a proposta de eleições diretas e rejeitarem as demais mudanças propostas, e caírem no golpe da aprovação em bloco das eleições diretas com as mudanças perigosas propostas, só o torcedor estatutário (apoiado pela enorme massa de sócios torcedores), será capaz de frear, na Assembleia Geral,  o ímpeto desses maus vascaínos que querem o Vasco só para eles.

O estatuto do Vasco precisa de reforma? Sim e muito, mas isso não cabe a um grupo de pessoas descompromissadas com os anseios do torcedor. Isso será muito bom quando após uma eleição sem vícios, elejamos um presidente pelo voto do sócio, com propostas consideradas as melhores pelos sócios e apoiado por um conselho majoritário que o permita governar, sem precisar fazer conluios e acordos indecentes.

Eleições diretas sim. Reforma agora, não. Só com um conselho limpo.

Saudações Vascaínas!

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