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Meu propósito em escrever algumas linhas neste blog do Supervasco é tentar conscientizar parte da torcida vascaína sobre a necessidade de criarmos um verdadeiro sentimento coletivo direcionado ao sucesso do Vasco da Gama. Sei que é uma pretensão ousada, mas com certeza o sucesso do Vasco resulta na felicidade de seus torcedores. Não vejo a felicidade do torcedor sem o sucesso do clube e o sucesso do clube é o resultado de uma boa administração. E uma boa administração visa atender os objetivos coletivos dos torcedores e associados.

É importante iniciar por esta explicação, porque em meu primeiro arquivo me propus (e ainda pretendo seguir esta linha) tentar discutir a estrutura administrativa do Vasco, norteada, infelizmente, por seu ultrapassado estatuto. Porém, em tempos de crise, sentimos a obrigação de emitir algumas opiniões sobre atual situação do clube. E faço isso com muita tranquilidade porque acompanho o Vasco há mais de 50 anos e, mesmo antes, ainda criança, ouvia meu avô contar histórias sobre o Gigante da Colina. O amor pelo Vasco, herdado do meu saudoso avô, sócio do clube desde a construção de São Januário, e que me contava muitas estórias de crises, sempre oriundas de intransigência e teimosia, que me faziam pensar, com minha cabecinha infantil, que “esse clube não tem jeito”. Mas o amor incondicional sempre sobrevive, portanto, o que agora ocorre com o Vasco não me causa estranheza. Muita conturbação aconteceu durante a longa história de glórias e vitórias do clube. Muitas brigas de diretorias e até renúncia de presidente ocorreram. Claro que os tempos eram outros e o clube caminhava, ainda, na direção de sua consagração como uma entidade continental. E isso o Vasco já é, graças a sua imensa torcida, feliz e orgulhosa por dentro mas, também, muito magoada.

Agora, consolidado como um clube nacional, com mais de 15 milhões de admiradores, cabe-nos pensar grande. Não podemos ter administrações com pensamento menor que nosso alcance continental. A estrutura organizacional do Vasco tem que acompanhar a grandiosidade de sua torcida. Não é possível colocarmo-nos nas mãos de pessoas egoístas e ultrapassadas, que pensam ser brilhantes na teoria, mas se mostram incapazes na prática. Uma coisa é administrar uma empresa familiar ou pessoal. Uma coisa é administrar com mão de ferro uma entidade festiva regional. Outra é administrar um clube com muitos milhões de admiradores e seguidores espalhados pelo país, continente e mundo. Isto posto, lembremo-nos do primeiro artigo de nosso ultrapassado (mas válido) estatuto: Art. 1º - O Club de Regatas Vasco da Gama, fundado no então Distrito Federal, em 21 de agosto de 1898 e considerado de Utilidade Pública pela Lei nº 949, de 2 de junho de 1966, é uma Sociedade Civil, sem fins lucrativos, com sede e foro na cidade Rio de Janeiro, caracterizando-se como entidade desportiva, recreativa, assistencial, educacional e filantrópica.

Perceberam? O Vasco não tem um, dois ou uma dezena de donos mas sim quinze milhões de donos que merecem uma consideração e respeito proporcional a sua grandeza. Muitos países não têm essa população. Caso não haja essa consciência, ao invés de crescermos, encolheremos e morreremos à mingua. E isso não podemos deixar acontecer, mesmo que suspeite ser o desejo daqueles que administram o Gigante como se fosse seu quintal.

Como todo vascaíno é um ser privilegiado, sugiro tomarmos o bordão do infeliz dirigente que afirmou que “o respeito voltou”, para avisá-lo que, infelizmente isso não ocorreu, ainda, mas com certeza “o respeito voltará” assim que as oposições vascaínas se unirem em uma frente verdadeiramente bem intencionada, com foco nos 15 milhões de torcedores do Vasco da Gama.

Vaidade, orgulho, egoísmo e interesses pessoais devem ser substituídos por vontade de trabalhar em prol dessa multidão de admiradores, concedendo-lhes a felicidade de cantar nos estádios o amor que têm pelo clube. Nada mais bonito do que dizer para o mundo que somos uma coletividade feliz, que irradiamos esperança e contribuímos para um mundo melhor.

É hora de unirem-se todos os grupos de oposição!

Está nas mãos daqueles que têm boas intenções, poder e disponibilidade de ajudar o clube, desarmarem-se e unirem-se em uma grande campanha de ressurgimento do Club de Regatas Vasco da Gama. Se não encontrarem motivos para isso, façam pelos 15 milhões de vascaínos espalhados de norte a sul, afinal somos ou não somos o time da virada, somos ou não somos o time do amor?

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