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CARA DE PAU NÃO TEM LIMITE

Acredito que a maioria dos torcedores do Vasco estão muito envergonhados com as ações do nosso dirigente máximo. Às vezes, confesso que o desânimo me derruba e, olhando-me no espelho, abatido, questiono minhas ações: “pra que escrever sobre o Vasco se não consigo ver uma pequena fagulha de luz no final do túnel?”

O Vasco está  repleto de canalhas em sua linha de frente, Conselheiros e dirigentes que deveriam ser responsáveis pela lisura dos atos administrativos mas que, por medo, incompetência, conivência ou cumplicidade, se omitem ou preferem usufruir das benesses concedidas pelo presidente, como cãezinhos adestrados que se satisfazem com migalhas jogadas ao chão. Assim, fecham os olhos e dizem amém ao ditador do Reich vascaíno. E esse pequeno e caquético Hitlerzinho  vai destruindo o que de mais precioso o clube possui e que mais lhe ameaça o trono, a torcida do Vasco... Para um ditador, o que menos interessa é a opinião dos súditos e, aliás, quanto mais distante deles estiver, melhor.

Por não admitir o diálogo e muito menos opiniões divergentes, Eurico admite planos de sócio sem direito a votos e dificulta o acesso àqueles que já são sócios votantes de obter informações sobre sua situação associativa. Para ele, quanto menos sócios votantes, melhor, dentro da ridícula filosofia de que isso ajudaria a encobrir a fraude. Infelizmente ele não contava com a astúcia de verdadeiros vascaínos e da justiça, que ao obrigar os suspeitos a votar em separado,  provou sua verdadeira intenção malévola. Só um idiota poderia acreditar na lisura de uma eleição em que de 7 urnas, uma (e só  uma) conteria noventa por cento de votos para o raposeiro, sendo que nas demais a disputa foi voto a voto. Eu, pessoalmente, acho que nas demais urnas também devem haver votos comprados.

Se a casa não cair, agora, então é melhor fechar para balanço. 

POR FALAR EM BALANÇO...

A auditoria independente não conseguiu garantir integralmente a legitimidade dos atos administrativos e contábeis do balanço de 2016, bem como o próprio Conselho Fiscal do clube recomendou a rejeição por insuficiência de dados confiáveis. Mesmo assim, no dia 11 de dezembro de 2017, o Conselho Deliberativo, acompanhando indicativo do Conselho de Beneméritos, aprovou o Balanço Patrimonial de 2016. 

Com mais buracos do que renda portuguesa, mesmo assim as contas foram aprovadas pelos bajuladores que, com certeza, nem leram o que estavam aprovando. Por isso, cercado de capachos, ao invés de reconstruir, fica mais fácil para o presidente re-destruir o Vasco (o oposto do que dizia sua chapa na eleição).

Se a justiça for feita, confirmando a vitória da oposição, os novos dirigentes e conselheiros terão muito trabalho pela frente e precisarão  usar o jargão da chapa derrotada para “reconstruir” o Vasco do zero.

Aguardamos que o grupo da oposição não caia na armadilha que o Dinamite caiu, que por índole e mal aconselhamento, não investigou as muitas ações duvidosas do seu antecessor e atual presidente. Por isso, na penúltima eleição não teve força para indicar o sucessor, permitindo o retorno do seu desafeto. Perdeu o bonde da história e ele só passa uma vez. Não teve coragem ou força para enfrentar o bravateiro e levou a pior. Aliás, o Vasco levou a pior.

Para que a história não se repita, necessário é que o clube seja passado a limpo, com uma auditoria séria,  sem revanchismo mas com ações incisivas. Se nada for comprovado, que se divulgue e de notoriedade ao fato em respeito a idoneidade do investigado, porém,  se houver prova de desonestidade, que a devida ação judicial seja proposta, no sentido de resguardar o bom nome da instituição e o ressarcimento do prejuízo do clube. Algumas das atitudes que a torcida exige da nova diretoria é que seja honesta, idônea, sincera, transparente, profissional, competente e que coloque os interesses do Vasco acima dos interesses pessoais e isso significa lutar pela limpeza ética e moral do clube, com ações eficazes contra os possíveis meliantes.

EXTREMAMENTE INCOERENTE

O Clube de Regatas Vasco da Gama merece um presidente com vitalidade e princípios salutares como honestidade, bondade, sinceridade, coerência, humildade e amor ao clube,  não um dirigente autoritário,  violento e carrancudo que, quando é derrotado em uma contenda dedica-se a ofender o oponente, tentando livrar a cara com argumentos inconclusivos e comportamentos dissimulados.

Precisamos de alguém que angarie simpatia e não acumule antipatia. Não é preciso agradar a todo mundo,  mas é necessário ter argumentos palatáveis e dialogar com a imprensa, com os verdadeiros torcedores e, porque não, com os opositores. Tratar mal os interlocutores é sinônimo de falta de educação, egoísmo e soberba, além de extrema falta de sensibilidade.

A prepotência chega ao limite máximo quando se tenta manipular tudo e todos, como se todos fossem ignorantes e incapazes de elucubrar suas próprias ideias e tirar suas próprias conclusões. 

NÃO QUEREMOS MAIS GENTE QUE:...

1.    Inaugura obras pela metade ou tipo meia boca, só para “aparecer bem na foto” – campo de treino, piscina (com dinheiro de outrem) , etc.. 

2.    Fala que não agrada torcidas organizadas mas dá ingressos subsidiados a seus integrantes, sob argumento de que isso possibilita o ingresso de pessoas de pouca renda aos jogos, porém não tem certeza se os ingressos vão para as mãos corretas...

3.    Contrata integrantes de torcida organizada como seguranças pagos pelo clube, mas acha natural que não se exija habilitação para essas pessoas executarem tal função...

4.    Não presta contas a ninguém, pois divulga informações e relatórios contábeis e econômico-financeiros com dados que não podem ser autenticados e verificados, por absoluta falta de documentos comprobatórios. Isso não é  prestação de contas, é apenas a divulgação de informações sem comprovação.

5.    Convoca a imprensa para prestar esclarecimentos de seu interesse, com intenção de usar a mídia para se defender ou ofender outrem, demonstrando pouco respeito pelos profissionais do jornalismo.

6.    Sempre está de cara fechada, como se o mundo estivesse contra ele ou quisesse lhe aplicar um golpe. Aparenta ser um eterno injustiçado.

7.    Promete coisas que não pode cumprir como se estivesse em constante campanha eleitoral. Não demonstra postura de administrador, mas sim de eterno candidato.

8.    Usa os arcaicos instrumentos normativos da instituição em seu benefício, sem se preocupar em contrariá-los quando lhe convém. 

9.    Não demonstra a menor intenção em modernizar os documentos normativos do clube, bem como profissionalizar a administração, dando a entender que lhe convém o status quo...

10.    Negocia com o dinheiro do clube sem dar satisfação a ninguém. 

11.    Contrai empréstimos para saldar dívidas sem esclarecer as condições e com quem.

12.    Manipula os jogadores, inclusive os da base, como se lhes pertencesse, comprando e vendendo sem transparência e regras éticas. 

E NUM PASSADO NÃO MUITO DISTANTE...

Cabe-me encerrar esta dolorosa postagem reeditando uma publicação de O Estado de São Paulo, de 22 de junho de 2008. Leiam e vejam a semelhança com os argumentos atuais praticados pelo mesmo indivíduo:

“Para Eurico, eleição que deu vitória a Dinamite é ilegítima.

Se não conseguir anular a disputa, dirigente afirma que não sairá como candidato da situação.

Bruno Lousada, O Estado de S. Paulo

22 Junho 2008 | 20h26

Se não conseguir anular a eleição de sábado, vencida por Roberto Dinamite, Eurico Miranda anunciou neste domingo que não será o candidato na situação na reunião do Conselho Deliberativo, marcada para sexta-feira, que escolherá o novo presidente do Vasco. "Eu não participarei dessa farsa, desse processo irregular", declarou Eurico Miranda. Ele prometeu fazer de tudo para invalidar o pleito - a chapa de Roberto Dinamite obteve 827 votos contra 45 da chapa de Eurico. "Foi um golpe de fora para dentro", afirmou o ex-deputado, em coletiva concedida após a derrota da equipe cruzmaltina para o Palmeiras, por 2 a 0, em São Januário. Nunca na história do Vasco, a chapa vencedora deixou de eleger o presidente.   Com a vitória nas urnas, Dinamite vai indicar 120 conselheiros para a reunião do Conselho Deliberativo. Eurico Miranda só levou 30 conselheiros. Os outros 150 conselheiros são natos. Basta Dinamite conseguir 151 votos para derrubar o polêmico dirigente do poder.  

"Doeu demais ver que macularam a imagem do Vasco. Caso essa eleição cheia de fraudes não seja anulada, os beneméritos do Vasco vão indicar o candidato da situação. Eu não serei (candidato) em hipótese nenhuma", comentou Eurico. Para ele, a eleição não teve nenhuma validade, pois ele alega que não foi notificado pela Justiça. "Minha chapa não disputou."   O pleito realizado no fim de 2006, vencido por Eurico Miranda, foi anulado, pois a Justiça acolheu denúncia da oposição sobre várias fraudes no processo. "Se vai ter alguma coisa na frente, cabe a ele recorrer, mas tudo que ele tentou até agora, em todas as instâncias, perdeu", declarou Roberto Dinamite, que votou pela manhã. Eurico não compareceu. "Sinto no Vasco uma necessidade de mudança", emendou Dinamite.   A eleição teve urnas eletrônicas fornecidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e foi fiscalizada por membros da Ordem dos Advogados do Brasil, do Ministério Público (MP) e da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). "O TRE fez uma interferência indevida", criticou Eurico.”

Saudações Vascaínas e boa sorte para todos nós! 

 

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