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É ridículo que adultos com experiência de vida , com caminho percorrido, que se dizem resolvidos profissionalmente, ajam como crianças mimadas como se lhes tivessem roubado o pirulito.

É ridículo que esses mesmos adultos tenham no coração o sentimento de vingança, prejudicando o que eles dizem ser o que mais amam.

É ridículo que vociferem aos quatro cantos que desejam dirigir o clube que insistem em destruir.

É ridículo que esses adultos formem grupos como se não tivessem uma postura individual para demonstrar seus sentimentos.

É ridículo que esses grupos de adultos “bem resolvidos”, se deixem liderar por pessoas com personalidades megalomaníacas e características bizarras.

Isso me lembra histórias que li nos gibis de minha infância sobre um menino gordinho, conhecido como Bolinha, amigo da Luluzinha, que vivia às turras com uma turma de outro bairro.

Não se sabia muito a razão destes desentendimentos. E nem interessava, na verdade. O importante era que se tornaram inimigos, não se sabe desde quando, e que viviam se enfrentando.

Essa turma, conhecida como “Turma da Zona Norte” (que não guarda similaridade com a querida zona norte do Rio, onde temos nosso estádio), se agrupava para perseguir Bolinha e seus amigos, quase sempre sem razão alguma a não ser o fato de morarem em bairros diferente.

Essa revistinha, famosa na minha época de infância, acabou inspirando uma música composta pelo Erasmo Carlos. E, realmente, mesmo que a turma da zona norte não tenha aparecido, a “Festa do Bolinha” foi uma confusão danada.

Retomo: é ridículo que um clube da grandeza do Vasco da Gama se deixe destruir por pessoas mesquinhas que priorizam seus próprios interesses em detrimento da restauração e do crescimento do clube.

É inacreditável que sentimentos como o de vingança superem os desejos de vitória e que pessoas de duvidosa inclinação congreguem panelinhas de vaquinhas de presépio, valorizando briguinhas grotescas, criando um quadro cômico e trágico ao mesmo tempo.

Somos, hoje, uma peça burlesca de vaudeville popular do início do século passado, onde comediantes, mágicos, imitadores, acrobatas, cantores de rua, dançarinos e todas as excentricidades possíveis se reuniam para entreter os populares.

Isso é o Vasco, hoje. Somos motivo de chacota e exemplo negativo a demonstrar para o mundo como não se deve dirigir ou promover uma entidade, uma instituição, um clube...

Assim funciona o Vasco e enquanto não houver um movimento popular que se disponha a desmontar esses verdadeiros feudos vascaínos, estaremos rastejando e sonhando com um Vasco verdadeiramente humano e solidário.

A verdadeira Turma da Zona Norte do Bem somos nós, torcedores e amantes do clube de Regatas Vasco da Gama, que precisamos nos unir com a Turma do Bolinha e manter uma enorme comunidade feliz, de norte a sul, como diz nosso hino.

Precisamos criar a nossa turma. A turma do bem, que deseja sucesso para o clube e alegria para nós mesmos. Não nos importamos com nossos bolsos e nem temos vaidades a ser satisfeitas.

Só queremos que nos deixem torcer em paz, sonhar em paz, amar em paz!

Ou eles caem na real ou seremos obrigados a gritar: fora “grupellos”, “monteiros”, “branteiros”, “conselheiros” e afins.

 

Saudações Vascainas!

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