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Foto: Marcos Souza

A filosofia dos últimos anos de gestão do Vasco, deixaram o clube numa situação bastante complicada. São anos de agonia que insinuam continuar se repetindo caso nada seja feito em benefício do clube. Gestões retrógradas, baseadas no futebol da década dos anos 20, coisa de 100 anos atrás. 

O futebol no mundo, mudou. De lá pra cá, já passamos por guerras mundiais, a "cortina de ferro" já não existe e nem os países dela jogam mais como amadores. Todos se adequaram ao profissionalismo. 

Abriram um espaço imenso e perigoso para a televisão, que em alguns países só ajuda, mas em outros atrapalha mais do que ajuda. Assim como o Marketing, que faz reinar jogadores tanto de categoria como de qualidade duvidosa. O fato é que, falando claramente, qualquer baranga hoje em dia pode aparecer ganhando os tubos sem jogar o que lhe pagam, graças à propaganda.  

Pois bem, os clubes, principalmente os europeus, trataram de se reinventar e foram ao auge do profissionalismo, tornando-se clubes-empresas. Trouxeram para si a televisão e o Marketing, como parceiros e não como uma fonte dependente e escravizadora. Daí que ficou complicadíssimo competir com essa força, já que têm poder de compra, são estáveis financeiramente e cada clube consegue fazer uma mini seleção do mundo a cada temporada. 

Enfim... O Vasco, nesse momento, na minha maneira de ver, e pra nossa frustração, está fora do contexto mundial do futebol por conta de toda essa mentalidade baseada em 100 anos atrás e não vejo outra solução senão começar o processo urgente para se tornar empresa. Processo esse que, a meu juízo, passa primeiro pelas eleições diretas e a mudança do Estatuto do clube. A gestão seguinte, eleita pelo torcedor diretamente, prepararia, desde o primeiro dia de administração, todo o processo que envolve a criação do clube-empresa. Sem vaidades, sem frescuras, sem pensamentos napoleônicos. O Vasco em primeiro lugar! 

Os cidadãos que concorrerem às eleições diretas, já teriam que vir preparados para essa empreitada. Sabendo de antemão todo o processo de alteração de documentação e cercado de profissionais de verdade que conheçam o referido processo. Todos, repito, todos, os que colaboraram para esse "fundo de poço" atual que vive o clube, terão que estar fora desse processo! Retrocesso nunca mais! 

Ao final do mandato desse cidadão eleito diretamente, o clube deve estar com tudo organizado e apto a virar empresa. 

E qual a parte do torcedor nesse primeiro processo? Cabe a nós, pelo bem do nosso clube, continuarmos a campanha de associação. Somos mais ou menos uns 25 milhões em todo mundo, 300 mil sócios significam pouco mais de 1% de Vascaínos e somos ainda 183 mil. Toda essa mobilização serviria para segurar o futebol profissional em mais um ano de transição.

De qualquer maneira, esperar mais 3 anos sabendo que algo está sendo feito, é melhor do que ficar assistindo cada gestão que entra reclamar da outra e dizer sempre que "a solução é a longo prazo". A gestão termina e a próxima vem e diz a mesma coisa. E com isso se revezam no poder e o Vasco não sai do fundo do poço. 

Por isso, confio que o caminho para a saída não precisa ser tão longo assim. 

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Saudações Vascaínas!!!

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