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Desventuras em série... B

07 de Novembro de 2016

Uma casa tem quatro cantos, cada canto tem um gato, cada gato vê três gatos, quantos gatos são? Quando eu era criança, meu pai cansou de fazer essa pergunta pra mim. Naturalmente, como criança, eu ficava confuso e respondia errado, e meu pai nunca me dava a resposta certa. Quando cresci, além de entender melhor a pergunta, também sabia quais respostas já tinha dado e estavam erradas. Isso facilitou encontrar a resposta certa, sem mistérios: São 4 gatos, pois um gato não pode ver a ele mesmo, mas vê os outros 3. Depois que descobri isso, pensei: que coisa mais ridícula! Essa é a resposta que passei anos sem descobrir? E a partir daí quase que me especializei nesse tipo de charadas. Mas não antes de passar certo tempo e aprender com os erros.

Todos nós aprendemos alguma coisa com os erros. Por exemplo, uma pessoa que se divorcia e depois se casa novamente tem grandes chances de fazer o segundo casamento dar certo, se se der conta do que fez de errado no primeiro. Ou numa partida de FIFA 17 que você estava jogando com o Barcelona e perdeu para o Granada, aí você reinicia o game antes de salvar e joga a partida de novo, e, provavelmente fará tudo diferente para ganhar o jogo. E isso é a tônica de tudo o que fazemos. A menos que a arrogância e o orgulho nos impeçam de reconhecer nossos erros e fazer as mudanças necessárias.

É irritante ver como o Vasco, ano após ano, competição após competição, jogo após jogo, queda após queda simplesmente não consegue mudar nada! E ainda consegue voltar no tempo e eleger a pessoa que transformou o Vasco potência mundial no fim da década de 90 no arremedo de clube que existe hoje. Mesmo essa pessoa, que tantos erros cometeu no passado, não consegue reconhecer os próprios defeitos e fazer algo diferente. E parece que essa atitude arrogante penetrou nos corredores e vestiários de Sâo Januário.

A começar pelo Jorginho, que se acha o segundo melhor técnico do Brasil por ter sido lembrado como opção ALTERNATIVA no caso do Tite não assumir a seleção. Como se a escolha do treinador da seleção, exceto no caso do Tite, se desse por capacidade. Se fosse, Dunga jamais teria ocupado esse cargo. Ao que parece, Jorginho não vê erros na forma como o time vem sendo treinado e, principalmente, escalado. Para ele, Madson, Rodrigo, Jorge Henrique e Júlio César são titulares absolutos. Enquanto isso, Rafael Vaz está disputando o título da série A. Talvez o Vaz não se saía bem nos rachões que o Jorginho promove todos os dias... Eu, se fosse o Pikachu, já estaria procurando outro time. Ser reserva do Madson realmente deve ser uma tortura. E o cara ainda escala o Bruno Gallo depois de ele ser a sexta opção (atrás de Douglas, Mattos, Diguinho, Júlio dos Santos e até o Henrique) para volante. Aì o cara vai mal e todos jogam pedra no jogador. E provavelmente o treineiro ainda vai achar que tinha razão em não escalar o cara antes.

Luan foi campeão olímpico com a seleção brasileira. A olimpíada acabou, a tocha apagou e pelo vistou levou o futebol dele. Isso normalmente acontece por dois motivos: desmotivação ou autoconfiança. qualquer um dos dois motivos são comportamentais, ainda mais no caso de um jovem como ele. Isso já aconteceu outras vezes com outros jogadores em outros clubes, inclusive com o Neymar, mas nem isso a comissão técnica consegue perceber e dar a ajuda necessária.

Outros jogadores que estão andando em campo há algum tempo e nunca são sacados do time, casos de Júlio César e Andrezinho, poderiam entrar na pauta da Lava-Jato. Ou então é mais uma prova da arrogância que impera no Vasco. Um clube do povo, com uma gestão arrogante, com um técnico arrogante e com uma gestão arrogante. Na Copa de 2014, o resultado foi o 7x1. Parece que pelo menos na seleção estão aprendendo com os erros. No Vasco, nem o tempo nem os erros do passado estão sendo capazes de projetar um futuro melhor. Perder para o Brasil de Pelotas depois de levar um vareio no primeiro tempo e achar normal é o cúmulo da imbecilidade, da falta de modéstia e da incompetência.

Ano que vem desejamos ver um novo time, um novo técnico e uma nova postura daqueles que gerenciam o futebol no Vasco. Atualmente, nesse elenco do Vasco, só se salvam Martín, Pikachu, Luan, Alan Cardoso, Douglas, Ederson e talvez Nenê. Não é vergonha recomeçar um trabalho do zero. Não é vergonha errar tentando fazer diferente. Mas será uma vergonha se o Vasco não subir esse ano com tantos erros de parte a parte escancarados há algum tempo, ou se subir esse ano e descer novamente em 2017 contratando refugos, veteranos e pseudo-técnicos.


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